segunda-feira, 5 de julho de 2010

Capítulo 5

Na verdade o melhor beijo que já recebi em toda minha vida, não que fosse o único, mas o mais significativo. Então entrei, minha mãe estava na sala, e perguntou se eu queria algo para comer, eu só balancei a cabeça respondendo não, então subi para o meu quarto. Foi só olhar pro quarto, que vi tudo desarrumado; colcha pra um lado, travesseiro pro outro. Foi só olhar pro quarto, e me ver sem ele, de repente meus olhos ficaram nublados, joguei um dos travesseiros que estavam encima da cama no chão, ri ironicamente e disse.
Sempre quando estamos com alguém que amamos muito, quando ficamos sem essa pessoa mesmo que só por uma noite, a gente quase morre.é assim que estou me sentindo, a ponto de morre, mas amanhã acho que vou vê-lo, isso é bom, então não posso ficar triste, tenho que ficar feliz, passei o melhor dia da minha vida, hoje com ele, e isso é motivo para felicidade e não tristeza.
Lembrei de teu sorriso que me deixava sem respiração só de olhar.
Mas agora me deu uma pane mental, mas não pane mental de esquecer tudo, pane mental de só lembrar dele e mais nada, nada mesmo, era estranho.
Passamos 2 dias sem nos vermos, ele viajou para fazer uns shows, mas me ligou avisando e quando chegou. Foi direto na minha casa, eu estava fazendo tarefa de casa, então minha mãe atendeu a porta, e lá estava ele, foi a primeira vez que os 2 se encontraram, acho que mamãe gostou dele, ele chegou e me deu um abraço, e falou:
- eu senti muito a tua falta, não quero nunca mais ter que ficar tanto tempo longe de você assim.
Se ele que te varias pessoas ao redor dele sentiu minha falta, imagina eu que só tenho ele, nessa ausência dele, eu fiquei meio deprimida, eu estava acostumada a não ter ninguém, mas eu me acostumei a ter ele, então eu ficava o dia inteiro deitada em minha cama conversando com os milhares de pôster dele, e imaginava ele ali.
Então ele entrou e eu disse:
- já estou acabando, espera só um pouco.
Ele sorriu e disse:
- claro, é bom que converso um pouco com sua mãe, é bom que ela não fica quando você sumir.
Eu sorri timidamente.
Acabei as tarefas, então ele disse:
- vamos, temos muita coisa pra fazer hoje.
Eu peguei meu casaco dei um beijo em mamãe e sai, ele me levou na produtora deles, eles iam ensaiar e passei a tarde inteira lá, eles estavam tocando as musicas novas, e a única pessoa além deles que já tinha escutado era eu, sempre perguntavam o que eu achava, todas eram lindas então eu só respondia isso, que elas são lindas, eu só podia falar isso, porque elas realmente eram muito lindas, já era tarde e o ensaio acabou, e o Jeremy foi para a casa dele, que alias a Giovanna já tinha saído de lá, ele foi tomar banho, e eu fiquei vendo TV.
Ele acabou o banho, se vestiu, e se sentou ao meu lado, olhou para mim por alguns minutos e começou a falar:
- então, você se lembra quando eu te falei que estava gostando de outra garota, mas achava que não era certo a gente ficar junto, por que somos um pouco diferente, mas esse dias que fiquei fora, senti muita falta dela e percebi, que não importa muito o que separe a gente, eu percebi um sentimento por essa garota que nunca senti em minha vida, ela me faz tão bem, que eu tenho medo de perde-la me faz me sentir um cara melhor, eu preciso dela, e estou tentando tomar coragem para falar isso para ela.
- então fale Jeremy, eu tenho certeza que ela, quem quer que seja vai amar que você diga isso a ela, eu já te falei uma vez e vou te falar de novo, quem não gostaria de estar ao teu lado?
Eu falei isso, mas me deu um aperto no coração, porque depois que ele se declarasse pra essa garota e que ela com certeza iria querer namorar com ele, eu iria ficar novamente sozinha o que seria de mim, quem iria me fazer companhia? Eu iria me sentir muito feliz, sabendo que ele está feliz, mas triste ao mesmo tempo por saber que ele me deixaria.
- não é tão fácil assim, ele respondeu.
- só não será fácil se você não tentar, só não será fácil, se depois você perceber que poderia ter tentado e não tentou.

sábado, 3 de julho de 2010

Capítulo 4

Na verdade eu estava sim, morrendo de fome, porque tínhamos ficado a tarde inteira sem comer nada, ele também devia estar com fome, porque ele gosta tanto de comer. Ele me levou pra sua casa, pensei no seu sanduíche, e disse:
- dessa vez eu faço, talvez meu sanduíche saia um pouco mais certinho do que o seu.
Ele gargalhou.
Então fui fazer, comemos, e conversamos um pouco mais sobre Giovanna, foi quando ele falou:
- Eu não amo mais ela, e acho que ela também não me ama mais, eu acho que estou apaixonado por outra pessoa, mas não sei se é certo, esse amor.
E de repente ele fico com o semblante triste, e eu perguntei:
-O que ouve você de repente ficou triste, é por causa da Giovanna?
- Não é por que, quando eu pendo nessa garota, e pendo em tudo o que separa a gente eu fico meio triste, o lance da Giovanna já nem me chateia tanto, ele respondeu.
Merda cheguei tarde demais, ele já se apaixonou por outra, mas também, o que eu poderia fazer, ele nunca iria se apaixonar por mim, ainda mais depois deu ter chorando mil litros na frente dele.
- Não fique tão triste assim Jeremy, claro que vocês vão poder ficar juntos, quem não se apaixonaria por você? Eu disse.
Ele sorriu, conversamos mais um pouco, e a Giovanna chegou,
Ela olhou para mim, e falou onde você estava Jeremy?
É, eu vou embora pra vocês conversarem, eu disse.
Não, não vai, por favor, me espera lá em baixo só um pouco?
Claro, eu respondi.
Depois de meia hora o Jeremy chega, e diz:
É, terminamos, não sei se ela está bem, ela chorou um pouco, mas esse teria que ser o fim.
Ele estava com algumas roupas dentro de uma mochila,
- acho que vou para casa do Paul, isso se a Geórgia não me tara lá, ele disse.
Eu sorri. Vamos pra lá? Ele disse.
A claro, mas só vou ficar um pouco lá, porque se eu chegar tarde em casa hoje, minha mãe me mata, eu disse.
Ele riu alto e disse.
-A claro, esqueci que estou com uma adolescente aqui.
A que burra, porque tinha que ter falado isso com ele, ele deve me achar uma criança, chorona e que não é capaz de ter nenhum amigo, então eu apenas sorri.
Chegamos à casa de Paul, serio ao ver a Geórgia linda, loira, lisa e magra, a me deu um aperto no coração, todos tão lindos, e eu a mais feia e a mais criança, que raiva de mim, porque eu não podia ser da idade dele, ou bonita igual a ela, porque eu tinha que ter apenas um par de tênis, que na verdade estão até rasgados.
Paul veio e me deu um abraço, ele sempre tão atencioso, eu ainda não conhecia a Geórgia, então ela veio e me deu um braço e falou:
- Nossa Jeremy, que menina linda, tão fofa.
Não gosto que me chamem de fofa, porque não chamam de gorda de uma vez?
O Jeremy sorriu, mas só de ver aquele sorriso dele, eu ficava feliz, esquecia, que a nossa grande diferença de idade, nossa situação social, e os nossos tipos físicos diferentes que nos separavam, esquecia que ele nunca iria me escolher, porque ele poderia ter qualquer mulher, é eu disse mulher, e não adolescente.
Eu sorri para Geórgia, só pra não deixa - lá sem graça, mas quem mais estava sem graça era eu.
Jeremy explicou tudo para Paul e Geórgia, eles entenderam e deixaram ele ficar o tempo que ele quisesse na casa deles.
Então o Jeremy falou:
- vou levar a Brook na casa dela, se não a mãe dela mata ela, e sorriu.
A que ótimo, precisava dele fala isso?
Ele me levou em casa, estávamos parados em frente a minha casa, quando eu ia sair, ele me segurou pelo braço e disse:
- Obrigada por tudo, por me atura, e me escutar ficar falando da Giovanna o dia inteiro.
-Obrigada você, por me levar no lugar mais incrível que eu já fui em toda minha vida, e por está me concedendo, os melhores dias da minha vida, sei que foram só 2, mas valem por todos obrigada mesmo, eu disse.
Ele sorriu, e falou:
- Pode me da seu telefone ?
Claro, 0883115, pronto, eu disse.
Mas eu duvido muito que ele me ligue, ele deve ta só pegando por educação.
- vou te ligar, todo dia, ele disse.
- não me ligue de madrugada, eu disse.
Ele sorriu, e falou:
- Não garanto nada, e sorriu de novo.
Por favor, não e acorde, se não te mato, falei.
Já disse que não garanto nada, ele disse.
Tchau Jeremy, e obrigada novamente,
Obrigado você, boa noite dorme com Deus, ele disse e me deu um beijo no rosto.

Capítulo 3

Entrei em casa não acreditando no que tinha me acontecido, o cara que mais amo na vida esteve do meu lado conversando comigo por varias horas, isso era incrível, mas o fato de eu saber que tinha chorado na frente dele, e ele me acharia uma criança não me confortava, me deixaria mal, mas tenho que confessar nunca me imaginei perto dele, nunca me imaginei chorando perto dele, e não me imagino tendo algo com ele, até porque por ser a nossa diferença de idade, ele não iria querer, e ele amava a Giovanna, e estava com ela desde de sempre, eu só poderia sonhar com os ''Jeremys'' pregados em meu quarto, para esse sim eu chorava, esse sim eu juraria que ia morrer ao lado dele, isso é estranho porque olhando para os ''Jeremys'' do meu quarto e lembrando do verdadeiro Jeremy, existe tanta diferença, não sei se me conforta ou me deixa triste.
Dias se passaram não tive coragem de ligar para ele, como poderia?
Mas se passaram semanas e a falta do abraço dele foi apertando, eu precisava ver ele de novo, sentia falta dele, e é estranho porque as pessoas sempre saem da minha vida, eu nem me importo mas dele eu sinto muita falta, foi quando tomei coragem e liguei pra ele, não foi ele quem atendeu foi a Giovanna, parecia que eles estavam brigando ela falou:
-alo? Com uma voz não muito boa.
Ai eu respondi morrendo de vergonha:
-alo o Jeremy tá ai?
-Quem tá falando? Ela perguntou
-É a Brook, uma amiga dele.
Parece que ela falou algo ele, e ele foi atender.
-Ele parecia feliz ao falar comigo e disse:
Você ligou na hora certa, você pode me encontrar agora?
Claro, eu respondi.
Ele falou que ia me pegar na minha casa, ai eu fui arrumar ele não podia me ver feia e toda descabelada, pelo menos dessa vez me deu vontade de me arrumar.
Ele chegou a minha casa, nossa ele estava lindo de óculos escuros, eu estava tão feia, com jeans, camiseta e all star, e ele falou:
-você está linda. Talvez ele estivesse só querendo ser gentil, então eu sorri.
Ele falou:
-Vou te levar em um lugar incrível, que eu sempre vou lá quando estou mal, mas nunca levei ninguém lá você vai ser a primeira.
Que bom. Eu respondi.
Chegamos ao tal lugar, era incrivelmente lindo, mas eu não conseguia reparar isso, só conseguia olhar pra sua beleza, que era radiante, e ele começou a falar:
-você me ligou em uma ótima hora, ultimamente eu mais Giovanna não estamos nos dando muito bem, nos estamos brigando muito, e isso me entristece, eu já não amo ela como amava, mas é difícil termina uma coisa assim de tantos anos.
Mentira eles já não se davam muito bem, ele quer terminar com ela, será que agora a vida será um pouco justa comigo?
- que pena vocês faziam um casal tão bonito, eu falei tentando não aparecer a minha felicidade, de saber que eles já não estavam tão bem quanto antes.
Ficamos conversando por horas, e estava anoitecendo, o por do sol estava por vim, ele segurou minha mão e me levou pra vermos o por do sol mais de perto, foi incrível, os olhos dele brilhando, e aquece cabelo cor de mel, meu deus foi muito lindo, então ele perguntou se estava com fome, e me levou para comermos algo.

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Capítulo 2

Ele estava ai parado bem na minha frente sorrindo, confesso que até me belisquei pra saber se era mesmo verdade, mas era o meu Jeremy estava parado ali na minha frente, não conseguir dizer nada, só fiquei parada em choque, ele me perguntou:
-está sozinha, está muito longe de sua casa?
Eu não sabia o que falar, eu não conseguia falar, então fui tentar responde-lo comecei a gaguejar, mas conseguir falar:
-sim estou sozinha, na verdade não sei onde está minha casa, fui rodando sem rumo e parei aqui.
Ele sorriu, e perguntou:
-Como uma pessoa pode não saber onde está, olha to esperando o Paul vir aqui me buscar porque meu carro está no concerto, não vou te deixar sozinha aqui, você vai comigo, depois pega um taxi e fala o seu endereço pra ele.
Eu estava paralisada, Jeremy Winston estava parado na minha frente conversando comigo e ainda me chamando pra ir pra casa dele, eu não conseguir dizer nada apenas sorri.
Ele disse:
-isso deve querer dizer um sim né? E sorriu.
Paul chegou, meu Deus estava lindo, mas não se comparava ao Jeremy, quando chegamos em sua casa, ele ligou a lareira e me deu roupas secas, acho que eram de sua namorada, foi ai que me lembrei dela, mas não conseguia falar nada, ele então me falou:
-Você deve está com fome vou fazer um sanduíche para você.
Eu sorri apenas sorri.
Achei engraçada a forma com que ele se preocupou comigo, tão atencioso... Mas ele não estava fazendo nada de anormal. Eu era a visita, ele o dono da casa. Só estava me tratando bem. Deixou-me esperando na mesa e foi pra cozinha, de onde voltou 15 minutos depois com dois sanduíches extremamente tortos (porém muito gostosos).
- Eu sei que não está muito bonito, mas... – ele justificou passando a mão na cabeça e rindo – fiz o melhor que pude!
-Não está uma obra de arte, mas da pra comer, eu respondi, ele sorriu.
Estou indo pro ensaio da banda agora. Posso te dar uma carona pra casa. Não tem desculpa pra não aceitar! – disse ele, mais simpático impossível. - Mas eu não estou muito a fim de ir pra casa agora... Pode deixar que eu volto mais tarde sozinha – respondi com visível desânimo. Aquilo foi o bastante para ele perceber que havia algo de muito errado comigo. - Qual o problema? – ele me perguntou com tom sério. - Nada... Só gosto de ficar sozinha às vezes. – menti. - Sozinha? Hm sei. Não é preciso te conhecer muito pra ver que você não está falando a verdade. - Não estou mentindo! – insisti. - Eu sempre soube que tinha cara de idiota, mas não a esse ponto! – respondeu rindo. Seu bom humor era inabalável. - Ok, Jeremy, você venceu. Eu tenho meus problemas sim, mas te contar eles não vai me ajudar. – cheguei a ser um pouco grosseira, mas era a única forma dele parar de tentar me ajudar. - Se não quer me contar, tudo bem. É compreensível, sou só um estranho. Mas, se precisar de um amigo sabe onde eu moro. Por via das dúvidas... – parou de falar e pegou meu caderno. pegou uma folha em branco (e graças a Deus não chegou até a capa, onde ficava a foto dele). Lá anotou algo, rasgou o papel e o estendeu para mim após fechá-lo. Fiz cara de questionamento e ele disse o óbvio: - Meu telefone. Agora que eu e o resto da banda nos acomodamos, tenho tido tempo de sobra. Pode me ligar pro que precisar. – sua expressão estava séria como eu raramente tinha visto antes. - Não quero te incomodar Tom. – falei no mesmo tom que ele. - Não vai ser nenhum incômodo. Parece-me que você precisa de alguém, e se alguma outra pessoa não pode te ajudar, farei o possível pra conseguir. - Quem disse que outra pessoa não pode me ajudar? – menti ao ver que ele percebeu o quanto eu era solitária. - Até parece que não seria incômodo!- Se você tivesse alguém bom o suficiente pra te ajudar, não estaria em uma rua desconhecida em uma chuva dessas. – era perceptível que essa não era a intenção dele, mas senti todas aquelas palavras serem esfregadas com fúria na minha cara. - Como você sabe que eu não tenho ninguém, eu posso até ter sabia.
– eu já estava gritando de tanta raiva. Ele podia ser mais velho e mais experiente, mas ele não tinha o direito de saber tanto sobre a vida. Principalmente sobre o meu tipo de vida. - talvez porque você estava sozinha, não me parece que tem muita gente em quem confiar – ele me respondeu o óbvio. É passar todo aquele tempo ao lado dele me fez esquecer o tempo que passou.

Vi-me na frente dele sem argumento. Uma mentirosa, problemática, sozinha. De repente, desabei no ar em meio às minhas lágrimas. Não chorava na frente de ninguém há anos, muito menos me abria pros outros. Os únicos que sabiam meus segredos, meus problemas, minhas lástimas eram os inúmeros “Jeremys” que havia no meu quarto, fosse em revistas, pôsteres, encartes de CDs ou até mesmo na minha imaginação. Parece que eu havia me esquecido que aquele Jeremy não era uma foto, não era uma voz, não era o meu travesseiro. Ele era o Jeremy real e tinha a vida dele. Por outro lado, os outros “Jeremys” viviam pra mim, ficavam comigo 24 horas por dias e estavam me protegendo em qualquer lugar que fosse. Pra minha surpresa, ele me segurou e me sentou no sofá, sentando-se ao meu lado. Ele me abraçou em forma de proteção e posicionou minha cabeça em seu peito. Ele não falava nada, só o que se ouvia na sala era o meu choro infantil. Aos poucos fui me acalmando e pude ouvir o coração dele. No momento estava calmo, assim como sua respiração no meu cabelo. Aquilo me acalmava. Parecia o que minha mãe fazia comigo quando eu era pequena. Comecei a ver que era assim que ele me via. Uma criança. Eu não passava de uma criança pra ele. Eu não me importava, só queria a companhia dele. Quando vi que ele iria se atrasar pro ensaio, segurei o resto das lágrimas, me levantei rapidamente me desvencilhando dos braços dele, limpei as lágrimas restantes nas minhas bochechas e me desculpei com muita vergonha. Ele sorriu pra mim e me deu um abraço apertado (porém macio, assim como seus braços). - Era sobre esse tipo de ajuda que eu estava falando. Parece que você não a tem há muito tempo. – falou baixo perto do meu ouvido. Aquilo era uma tortura. - Obrigada Jeremy. Agora é melhor você se apressar, já deve estar atrasado! – falei nervosa. - Não se preocupe com isso, os meninos vão entender. Aceita a carona agora? – respondeu ele com aquele sorriso perfeito.
-fazer o que, mas ficarei sozinha em casa e está fazendo frio lá fora,
Ele sorriu e entrou para o quarto e voltou com aquele casaco verde tão dele, que eu sempre o via com ele, mas achava que isso nem existia mais, achava que a Giovanna já tinha jogado fora, mas não estava ali comigo, foi quando ele disse:
- Pode ficar pra você, como uma lembrança.
Eu sorri, e respondi:
- O melhor presente que já ganhei em toda minha vida.
Ele me levou, chegamos na minha casa, ele falou bom saber onde você mora irei vir visitá-la,eu sorri,e respondi:
- Obrigada, obrigada mesmo
Ele sorriu o sorriso mais lindo que ele já tinha dado em toda a sua vida.
Há essa hora, não tinha ninguém na rua, ainda bem eles são tão fofoqueiros que achariam que eu estava fazendo algo errado.

Capítulo 1

Acordei novamente olhando para o teto branco, mais um dia como outro qualquer, mais um dia pra odiar. Esfreguei os olhos, e olhei para o relógio. "6:30 a.m"
- Que ótimo – resmunguei tentando me levantar.
Mais uma vez atrasada, mas isso já não fazia mais tanta diferença, porque ninguém naquela casa se importava comigo, nem eu mesma,peguei a mochila e algo na geladeira e sai,pensando seriamente se queria mesmo ir pra aquela escola, não tenho amigos mesmo, antes vivia rodeada, mas depois que comecei a ficar sem paciência com as pessoas com os meus problemas, na verdade, nem vontade de levantar dá, sem amigos, sem nada, mas enfim iria fazer o que? Se não fosse para escola, não tenho ninguém pra matar aula comigo.
Cheguei à escola atrasada, tive que entrar no segundo horário,quando chegue dentro da sala,todos me olharam, não com um olhar de amizade, mas isso já não importa, abri a mochila e peguei meu caderno, gostava dessa parte pelo menos essa, sempre guardo uma foto do Jeremy, isso me conforta pelo menos assim não me sinto tão sozinha, eu não tenho ninguém além dele, ok. Ele não me conhece, e eu sinceramente não tenho tanta esperança de conhecê-lo. A realidade dele é diferente, ele é rodeado de amigos, ele é bonito, famoso, e aparentemente legal. Quem eu estou querendo enganar? Aparentemente legal? Pelo que eu o conheço (e, modéstia à parte, conheço muito bem), ele é perfeito. Talvez não pros outros, mas pra mim ele é. Ele havia nascido pra mim, mas não sei se eu havia nascido pra ele... Nunca tive esperanças de tê-lo comigo um dia. Sempre o vi como um deus, algo superior, um porto seguro, se é que dá pra entender isso. Sei que sou exagerada, mas aprendi a amar esse cara com todas as minhas forças. A primeira vez que eu o vi, confesso que não tinha achado ele o mais bonito, mas depois que ele sorriu depois que eu vi aquela linda covinha solitária, lembrei de mim, e por algum motivo me vi nele. Meu caderno está velho, mas não o troco por nada, porque sempre quando eu olho para aquela foto me conforta como já falei, a aula foi um tédio como sempre, o recreio pior, mas sei lá, pra mim já não faz tanta diferença.
A aula acabou e fui para casa, quando li em um bilhete pregado na geladeira que meus pais tinham viajado só ia chegar à manhã seguinte.
A que ótimo eu pensei, mais um dia sozinha, e esse dia fazia frio muito frio, e estava chovendo um pouco, quando a chuva parou lembrei que tinha que ir à rua compra algumas coisas para comer, era bom sair um pouco daquela casa fria, comprei tudo o que tinha que comprar, mas não estava a fim de ir pra casa, então vaguei pelas ruas, até ficar mais a noite, foi quando começou a chover, tive que correr para debaixo de alguma marquise, eu já nem sabia onde eu estava, mas não podia ir pra casa chovendo assim.
Foi quando chegou um cara, a principio um cara normal, mas não teve jeito quando eu vi aquele sorriso, com aquela covinha solitária, e aqueles olhos cor de mel, a não acredito, não tenho certeza, mas acho que Jeremy Winston está parado na minha frente, aquilo só podia ser um sonho então eu falei:
-Jeremy? Jeremy Winston? É você?
Ele sorriu, meu Deus era ele mesmo, como pode?
A pessoa mais perfeita do mundo bem ali na minha frente e o que eu podia fazer?

Prefácio

Parece que as coisas nunca irão dá certo para mim, parece que quanto mais eu luto mais me sinto sozinha e acabada, cada dia vai se passando e eu não sinto nada, mais dias para odiar, e a única coisa que me faz viver, não sabe que eu existo.

Brook Hills.

Apresentação

Essa história se passa entre a vida de uma simples garota sem amigos, e de um astro do rock, com muita paixão, amizade, carinho e amor. A história é narrada por Brook, e ela conta detalhadamente tudo o que ocorre em sua vida depois de seu grande encontro com Jeremy Winston, um conhecido vocalista e guitarrista de umas das bandas de mais sucesso do mundo inteiro, um cara desejado por todas as garotas, mas que só desejava uma.